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O desafio transitário e o que as cheias do Nepal nos ensinam sobre resiliência logística

As cheias e inundações no Nepal são um exemplo expressivo de como um fenómeno natural localizado pode rapidamente transformar-se num problema de dimensão nacional e internacional.

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Rota do Ártico: a corrida pelo controlo das acessibilidades alternativas já começou

O Verão de 2026 fica marcado pelo lançamento de um serviço regular de transporte de contentores para a Europa por via da chamada Rota do Ártico: uma iniciativa da companhia chinesa Sea Legend Shipping, conectando a China (nomeadamente os portos de Xangai, Qingdao e Ningbo-Zhoushan) ao velho continente (Roterdão, Hamburgo e Felixstowe) num time transit de apenas 20 dias, metade da duração do trajeto mais tradicional, recorrendo ao Canal do Suez. 

Outro dos trunfos desta rota passa pelo facto de apresentar um ganho de tempo significativo (perto dos 5 dias de poupança) face ao trajeto ferroviário entre a China e a Europa, sendo, nos tempos que correm, uma nova rota alternativa perante um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível e instável. E é precisamente nessa configuração geopolítica que esta rota ganha um significado ainda maior que o trunfo logístico: controlada pela Rússia, esta via de navegação será certamente um alavanca política e económica que consolidará ainda mais o bloco antagónico dos EUA: Rússia, China e até Índia.
 
«Esta nova rota da seda polar dá à Rússia muita influência, mas é claro que a Rússia não teria conseguido fazer isto sem o apoio da China, não tanto por causa dos quebra-gelos, dos quais a Rússia tem muito mais do que a China hoje, mas porque o financiamento para tudo isto vem da China. Depois, é claro que a China tem a capacidade de determinar certas regras para a utilização dessa rota, regras essas que a Índia ou outros países, mesmo amigos da Rússia, certamente não terão», explica, ao Diário de Notícias, Alicia Garcia Herrero, economista-chefe (para a divisão Ásia-Pacífico) na Natixis

«Acredito que a China precisa de rotas que os EUA não consigam fechar», prosseguiu a especialista, durante a entrevista ao DN. «Não podemos esquecer o que aconteceu no Canal do Panamá. No Estreito de Ormuz, acabámos de ver recomeçar a campanha de bombardeamentos dos EUA; não sabemos o que acontecerá ao controlo do Estreito de Ormuz. O Canal do Suez: a China está a tentar estabelecer ali uma área de comércio livre, investindo fortemente no Egipto, mas a segurança egípcia depende dos EUA. O Estreito de Malaca: outro ponto importante. A China precisa de rotas alternativas», vincou.
 

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2ª edição do curso de Inglês: não perca a oportunidade e inscreva-se com a APAT!

«O Inglês é crucial no desenvolvimento de uma comunicação sem fronteiras»: não perca tempo, as inscrições terminam a 11 de Setembro.

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