Quando, em 2015/2016, a Yilport toma conta da operação, fica com uma rede de terminais dotados de infraestrutura ferroviária e que acabavam por ter solicitações para prestar serviços logísticos que pudessem completar a operação marítima. Ferrol, Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Liscont e Sotagus, Huelva e Setúbal: em todos eles há um plano de desenvolvimento para que as infraestruturas possam acompanhar o crescimento dos volumes que os portos conseguem acomodar.
Em Ferrol, cujo foco é o transhipment, estamos muito próximos de ter um acesso ferroviário direto que vai permitir um crescimento exponencial. Esta nova ligação vai aumentar o raio de ação do hinterland, permitindo captar cargas tanto no norte de Espanha e um pouco mais para sul.
Leixões é um terminal de referência, as operações decorrem com uma grande complexidade devido aos elevados volumes. Um dos principais eixos é Leixões-Liscont, sempre em dois sentidos. O nosso desafio tem sido mudar o paradigma e mudar a forma como o mercado olha para os nossos serviços - nós tomamos como missão: organizar o comboio e captar carga em ambos os sentidos, de forma a que seja um ciclo que possa tornar o preço mais competitivo mas também o serviço, aumentando a regularidade.
Lisboa tem um grande raio de ação e consegue servir os clientes do centro através do Entroncamento; Elvas permite-nos alcançar a Estremadura espanhola.
Huelva é um terminal bastante desenvolvido, onde temos sete comboios por semana
A Liscont vai começar em breve a obra de construção da parte da infraestrutura ferroviária, vamos espelhar a linha, permitindo realizar comboios com maior comprimento, maior eficiência para o cliente e maior economia de escala. Em Setúbal também decorrem várias obras; atualmente, a operação é sujeita a pedidos e não é regular. Estamos a investir, a captar, e, no fundo, a criar um produto que seja competitivo para encontrarmos uma solução que os clientes possam escolher e preferir.
Há muito volume rodoviário que pode passar a ferroviário, ainda temos muitos camiões na estrada e muitos camiões parados em filas, que poderiam, ao invés, entregar as suas cargas num terminal seco e deixar a carga pesada para o meio ferroviário. Mas, claro, a nossa ideia nunca será sermos concorrentes do camião: este será sempre a primeira e a última milha.
Pela eficiência e sustentabilidade, existem muitas provas no Norte da Europa que demonstram que o transporte combinado, intermodal, traz muitas vantagens à cadeia logística. E, durante as disrupções globais (como o COVID e os conflitos militares), pode ser um excelente complemento. Sabemos, contudo, que temos um longo caminho a percorrer para, um dia, virmos a ter a capacidade que o mercado quer
Com a infraestrutura a não ser gerida por nós, é necessário haver uma conexão com a entidade que a lidera, para haver um desenvolvimento combinado