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Ferrovia: Tempestades forçaram desvio de 300 mil toneladas para a rodovia

25 Mar
As fortíssimas intempéries que assolaram o país no arranque de 2026 continuam a repercutir-se na integridade do ecossistema logístico nacional: a ferrovia que o diga. Em declarações prestadas à TSF, Miguel Rebelo de Sousa, diretor-executivo da Associação Portuguesa das Empresas Ferroviárias (APEF) realçou que as tempestades forçaram a um desvio de perto de 300 mil toneladas de carga, da ferrovia para as estradas portuguesas.

Impossibilitados de circular, os comboios perderam carga diretamente para a rodovia, o que se traduziu num corte de receitas e uma diminuição de cinco milhões de euros no seu volume de negócios do setor. A esta situação aliaram-se as consequências do despoletar do conflito militar no Irão, com óbvias repercussões nos preços da Energia, levando a APEF a propor uma redução de 15% no custo da tonelada por quilómetro.


 
Para compensar os efeitos das tempestades e fazer face à escalada de preços provocada pelo impacto da guerra no Médio Oriente, a APEF propõe agora uma redução de 15% no custo da tonelada por quilómetro, espera um pacote de benefícios do PTRR e pede equidade ao Governo na hora de decidir novos apoios, devido ao peso do diesel e da eletricidade na fatura dos custos fixos do setor.
 
Os efeitos do comboio de tempestades ainda estão a ser sentidos pelas empresas ferroviárias de mercadorias, porque atualmente ainda não conseguem operar em zonas sob intervenção e obra, como, por exemplo, na Linha da Beira Baixa e na Linha do Oeste.
 
As perdas de cinco milhões de euros levam Miguel Rebelo de Sousa a justificar a razão pela qual pediu a suspensão da taxa de uso ao Governo, como medida de compensação. Um pedido que o Executivo não acatou e, em alternativa, pediu ao setor para apresentar medidas ao PTRR. É nesse sentido que as companhias ferroviárias de mercadorias propõem um apoio direto ao cliente, de redução de 15% do custo da tonelada por quilómetro.
A situação agravou-se com a escalada de preços por causa da guerra no Médio Oriente e, agora, Miguel Rebelo de Sousa espera que o Governo não se esqueça que o setor depende do diesel e da eletricidade para operar. Exige também tratamento equitativo nas decisões face à rodovia.

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