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«A próxima transformação da IA será nos armazéns, frotas, planeamento e operações»

25 Jun
O tema da minha keynote foi simples, mas urgente:
“A IA saiu do escritório. Agora vai para o terreno.”

Durante muito tempo, a Inteligência Artificial foi vista como uma ferramenta para equipas digitais, áreas administrativas, marketing, tecnologia ou produtividade individual.
Mas essa fase acabou.

A próxima grande transformação da IA vai acontecer nos negócios físicos: nos armazéns, nas frotas, no planeamento, nas operações, nas compras, na manutenção, no atendimento, na documentação, na previsão da procura e na tomada de decisão diária.

A logística e a supply chain são talvez dos sectores onde esta mudança será mais visível. Porque são sectores onde pequenos ganhos de antecipação, eficiência e coordenação podem ter impacto direto em custos, serviço, velocidade e vantagem competitiva.

A minha mensagem foi clara:
O maior risco não é a IA substituir pessoas.
O maior risco é empresas com IA substituírem empresas sem IA.

As organizações que continuarem a operar com decisões lentas, dados dispersos, processos reativos e conhecimento preso em poucas pessoas vão sentir cada vez mais pressão. Não porque lhes falte experiência. Mas porque a experiência, sozinha, já não chega quando o contexto muda mais depressa do que os processos conseguem acompanhar.

A GenAI não deve ser vista apenas como “mais uma ferramenta”. Deve ser vista como uma nova interface para o negócio: uma forma de conversar com dados, documentos, processos, sistemas e decisões.

E a pergunta que deixei no final foi esta:
Que parte do vosso negócio ainda está a funcionar como se a IA não existisse?
A resposta a esta pergunta pode ser desconfortável. Mas é precisamente aí que começa a transformação.

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