APAT no Negócios: Aposta na Intermodalidade carece de «rede de portos secos estruturada»
Em entrevista ao Jornal de Negócios, o diretor-geral da APAT, Nabo Martins, abordou as potencialidades da Intermodalidade e explicou a urgência de uma aposta coerente numa «rede de portos secos estruturada».
Em grande entrevista concedida ao Jornal de Negócios, o diretor-geral da Associação dos Transitários de Portugal (APAT) abordou a temática da Intermodalidade e a importância instrumental que esta abordagem estratégica detém na construção de um sistema logístico mais resiliente, competitivo e integrado. António Nabo Martins frisou que, enquanto país, «não temos olhado devidamente» para a Intermodalidade e que uma aposta coerente na mesma pode tornar-se num trunfo ecológico e de maior coesão territorial, para cargas e pessoas.
«A Intermodalidade é o quinto meio de transporte mas em Portugal não temos olhado devidamente para ela. A Intermodalidade promove um transporte mais sustentável, menos poluente promove menos congestionamentos e acidentes assim como uma distribuição da carga por várias regiões que não apenas entre o litoral e os grandes centros de consumo», começou por realçar o diretor-geral da APAT, durante a entrevista, decorrida na sede da associação, e conduzida pela reputada jornalista Maria João Babo.
O grande trunfo da Intermodalidade é que esta permite «agregar todos os modos existentes - terrestres, marítimos e até aéreos - e construir cadeias logísticas que sejam competitivas e mais sustentáveis. Nós, transitários, somos intermodais por natureza. O camião é o único modo de transporte que podem ir até à porta do exportador ou do consumidor, e por isso é de extrema relevância para a cadeia logística, mas devíamos conseguir encontrar alternativas para fazer as grandes distâncias e os grandes volumes de carga», vincou.
Que caminho pode então Portugal trilhar para se colocar no rumo da Intermodalidade e colher frutos dessa aposta? «Para promover a Intermodalidade é preciso criarmos uma rede de portos secos que além de terminais rodoferroviários têm a valência de aduaneira. O desembaraço aduaneiro, ao invés de ser feito no primeiro porto de chegada, seria feito nesse tal terminal do interior», lembrando que é imperativo «deslocarmos carga do litoral para o interior de forma mais ágil e competitiva», explicou António Nabo Martins.
Mas, precisa Portugal de apostar em mais portos secos? Não necessariamente. «O que temos chega. O que não temos é uma rede devidamente estruturada porque cada porto seco pertence a uma entidade e não falam a uma só voz. Não precisamos de fazer grandes investimentos em portos secos, a não ser nas acessibilidades, mas deveríamos encontrar uma forma de colocar todos os portos secos numa estatégia global nacional», reforçou o diretor-geral da APAT.
Fonte: Jornal de Negócios
«A Intermodalidade é o quinto meio de transporte mas em Portugal não temos olhado devidamente para ela. A Intermodalidade promove um transporte mais sustentável, menos poluente promove menos congestionamentos e acidentes assim como uma distribuição da carga por várias regiões que não apenas entre o litoral e os grandes centros de consumo», começou por realçar o diretor-geral da APAT, durante a entrevista, decorrida na sede da associação, e conduzida pela reputada jornalista Maria João Babo.
O grande trunfo da Intermodalidade é que esta permite «agregar todos os modos existentes - terrestres, marítimos e até aéreos - e construir cadeias logísticas que sejam competitivas e mais sustentáveis. Nós, transitários, somos intermodais por natureza. O camião é o único modo de transporte que podem ir até à porta do exportador ou do consumidor, e por isso é de extrema relevância para a cadeia logística, mas devíamos conseguir encontrar alternativas para fazer as grandes distâncias e os grandes volumes de carga», vincou.
Que caminho pode então Portugal trilhar para se colocar no rumo da Intermodalidade e colher frutos dessa aposta? «Para promover a Intermodalidade é preciso criarmos uma rede de portos secos que além de terminais rodoferroviários têm a valência de aduaneira. O desembaraço aduaneiro, ao invés de ser feito no primeiro porto de chegada, seria feito nesse tal terminal do interior», lembrando que é imperativo «deslocarmos carga do litoral para o interior de forma mais ágil e competitiva», explicou António Nabo Martins.
Mas, precisa Portugal de apostar em mais portos secos? Não necessariamente. «O que temos chega. O que não temos é uma rede devidamente estruturada porque cada porto seco pertence a uma entidade e não falam a uma só voz. Não precisamos de fazer grandes investimentos em portos secos, a não ser nas acessibilidades, mas deveríamos encontrar uma forma de colocar todos os portos secos numa estatégia global nacional», reforçou o diretor-geral da APAT.
Fonte: Jornal de Negócios