Hugo Espírito Santo: «A nossa estratégia assenta numa lógica de intermodalidade ibérica»
O Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, foi um dos grandes destaques da 1ª Conferência Ibérica de Intermodalidade, que se realizou no dia 15 de Setembro, em Soure.
Hugo Espírito Santo foi um dos grandes destaques da 1ª Conferência Ibérica de Intermodalidade, que se realizou no dia 15 de Setembro, no Terminal Intermodal da Granja do Ulmeiro, em Soure. O Secretário de Estado das Infraestruturas ficou a cargo do discurso de encerramento do evento, tendo colocado a tónica da sua reflexão na essência vital da Intermodalidade enquanto pilar da competitividade dos sistemas logísticos dos nossos dias e na importância de encarar Espanha como um parceiro e uma extensão do potencial luso.
«Podemos olhar e pensar para além de Espanha, mas há que perceber que Espanha é - no modo terrestre - o nosso parceiro primordial e é com Espanha que nós temos de trabalhar», vincou o governante, perante uma plateia repleta de especialistas ligados ao setor da Logística, tanto de Portugal como de Espanha. «De notar que esta localização é particularmente feliz para fazer uma conferência sobre Intermodalidade: estamos precisamente num terminal intermodal, sítio simbólico onde temos a intermodalidade e funcionar», salientou.
«Podemos olhar e pensar para além de Espanha, mas há que perceber que Espanha é - no modo terrestre - o nosso parceiro primordial e é com Espanha que nós temos de trabalhar», vincou o governante, perante uma plateia repleta de especialistas ligados ao setor da Logística, tanto de Portugal como de Espanha. «De notar que esta localização é particularmente feliz para fazer uma conferência sobre Intermodalidade: estamos precisamente num terminal intermodal, sítio simbólico onde temos a intermodalidade e funcionar», salientou.
«A intermodalidade é a essência da competitividade»
Para Hugo Espírito Santo, «é preciso mais do que infraestruturas para conseguir atingir a verdadeira intermodalidade», sendo vital uma orgância operacional «de rede» que integre, comunique e agilize. «Precisamos que esta intermodalidade funcione como uma rede: os privados interagem com os atores públicos, que todos os sistemas (desde controlo a alfândegas) funcionem e estejam ligados entre si. A intermodalidade é a essência da competitividade. Portugal é, desde sempre, um país que vive das suas ligações ao mundo. Se nós não tivermos intermodalidade, essa ligação não acontece».
O governante abordou o «projeto ambicioso» dos Portos 5+, anunciado há cerca de um ano: trata-se de um forte investimento infraestrutural «em todos os modos de transporte: todos terão um investimento substancial. Mas todos os investimentos têm de ter este princípio de interligação e de criar mais destinos para as nossas cargas», vincou Hugo Espírito Santo. «A intermodalidade é completamente fundamental no âmbito dos Portos 5+: não vamos conseguir concretizar este grande projeto sem intermodalidade», enfatizou.
No seu discurso, o Secretário de Estado lembrou ainda que Espanha será sempre uma extensão da projeção e capacidade logística nacional e «é importante notar que não estamos apenas a olhar para o porto em si, mas também para o hinterland que se quer cada vez maior». «Não estamos só a olhar para o hinterland nacional. A dimensão ibérica é fundamental. Toda a lógica de crescimento está orientada para Espanha e para o Corredor Internacional. A nossa estratégia assenta numa lógica de intermodalidade ibérica», rematou.