Cibersegurança: preparar os transitários para os desafios de uma cadeia logística mais digital
A transformação digital está a redefinir o funcionamento das cadeias de abastecimento, tornando os sistemas de informação, a conectividade e a partilha de dados elementos essenciais à atividade transitária. Contudo, à medida que aumenta a dependência tecnológica, cresce também a exposição a ameaças digitais capazes de comprometer operações, interromper fluxos logísticos e afetar a confiança entre empresas e parceiros. Neste contexto, a cibersegurança deixa de ser apenas uma questão tecnológica para assumir um papel central na resiliência e na competitividade do setor.
Foi neste enquadramento que a Switch Digital trouxe ao Dia do Transitário 2026 a reflexão sobre a maturidade digital e a cibersegurança no sistema logístico. A abordagem coloca em evidência a importância de avaliar a preparação das organizações, identificar vulnerabilidades e desenvolver práticas de segurança ajustadas à realidade operacional das empresas. Num ecossistema em que os sistemas estão interligados e a informação circula entre múltiplos intervenientes, a proteção de cada organização contribui também para a segurança de toda a cadeia de abastecimento.
A entrada em aplicação do quadro europeu NIS2 reforça a importância desta preparação. A diretiva estabelece requisitos de cibersegurança para entidades abrangidas em setores relevantes, incluindo determinadas atividades relacionadas com os transportes, e pode ter implicações indiretas para outros operadores através das relações com clientes e parceiros sujeitos a essas obrigações. O seu alcance concreto depende, contudo, da atividade desenvolvida, da dimensão da organização e do enquadramento legal aplicável. Para os transitários, compreender estes desafios e antecipar as exigências dos seus clientes e parceiros constitui um passo importante para reforçar a sua capacidade de resposta num ambiente digital cada vez mais exigente.
A intervenção da Switch Digital enquadra-se, assim, numa perspetiva de colaboração com a APAT orientada para os próximos anos, com o objetivo de fomentar a evolução da maturidade digital e da segurança informática dos transitários portugueses. A ambição é promover maior sensibilização, conhecimento e capacidade de prevenção num domínio que já não pode ser dissociado da gestão logística. Porque proteger os sistemas e os dados é também proteger a continuidade das operações, a confiança dos parceiros e a competitividade de um setor essencial ao comércio internacional.
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