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Executivo anuncia apoio destinado ao transporte ferroviário de mercadorias

2 de outubro 2026

O apoio será de 300 mil euros, valor que pode aumentar tendo em conta a real procura e a disponibilidade do Fundo para a Mobilidade, explicou a tutela.
APAT
O Ministério das Infraestruturas anunciou que, através do Fundo para a Mobilidade e Transportes, irá disponibilizar um apoio «inédito» ao transporte ferroviário de mercadorias, com o intuito de fomentar o aumento da utilização deste segmento de transporte. O incentivo «contribui para os objetivos nacionais de descarbonização, eficiência energética e reforço da competitividade logística», vincou a tutela.

Este apoio enquadra-se na Estratégia de Mobilidade Sustentável e, salienta o Governo, visa «estimular o crescimento efetivo da atividade ferroviária de mercadorias, reforçando a resiliência das cadeias logísticas e reduzindo as emissões associadas ao transporte de mercadorias». O apoio será de 300 mil euros, valor que pode aumentar tendo em conta a real procura e a disponibilidade do Fundo para a Mobilidade.
 
Serão alvo deste apoio «ações que demonstrem um acréscimo de transporte ferroviário de mercadorias realizado na rede ferroviária nacional, entre 1 de janeiro e 30 de outubro de 2026, relativamente à média do período homólogo dos anos de 2024 e 2025», explicita a tutela. Empresas expedidoras, carregadores, operadores logísticos e transitários estão entre o lote de potenciais candidatos a este apoio.

Com um montante global de cerca de 15 milhões de euros para o ano de 2026, o Fundo para a Mobilidade e Transportes foi idealizado para apoiar operadores, empresas e projetos tendo em conta objetivos de eficiência, descarbonização, digitalização, sustentabilidade e intermodalidade. De salientar que o prazo para a apresentação de candidaturas termina a 30 de outubro.


Com um montante global de perto de 15 milhões de euros para 2026, o Fundo para a Mobilidade e Transportes destina-se a apoiar operadores, empresas e projetos tendo em conta objetivos de eficiência, descarbonização, digitalização, sustentabilidade e intermodalidade. A medida é encarada pela APAT como um passo inicial importante numa longa caminhada de aposta na ferrovia e intermodalidade.

«São pequenos passos que dão bons indicadores para o futuro do setor, mas é necessário prosseguir e aprofundar este tipo de abordagem. A ferrovia, outrora tão esquecida, é parte do futuro do ecossistema logístico nacional, e terá de ser enquadrada numa pensamento intermodal e articulado. Só assim seremos resilientes e competitivos», salientou o diretor-geral da APAT, António Nabo Martins, ao reagir à medida.

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