eFTI4EU em Tallin: IMT elogia evolução de lusa na digitalização do transporte de mercadorias
Portugal deu mais um passo na digitalização do transporte de mercadorias, com a realização de um teste-piloto promovido no âmbito do projeto europeu eFTI4EU. A iniciativa, divulgada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), contou com a participação da GNR e da empresa Luís Simões, permitindo testar, em contexto real, a partilha de informação eletrónica entre operadores de transporte e autoridades fiscalizadoras.
O teste enquadra-se na implementação do Regulamento (UE) 2020/1056 que estabelece um quadro europeu para a disponibilização digital de informação regulamentar às autoridades competentes. A iniciativa procura contribuir para a redução da dependência de documentação em papel, simplificar os procedimentos de fiscalização e promover maior eficiência e transparência na circulação de informação.
O eFTI4EU é um projeto de cooperação europeia que reúne vários Estados-Membros e parceiros institucionais, com o objetivo de apoiar a implementação harmonizada do regulamento eFTI. Entre as suas prioridades estão o desenvolvimento de uma arquitetura de referência para o intercâmbio de dados logísticos e de transporte, a criação de mecanismos de ligação entre sistemas e a realização de testes nacionais e transfronteiriços.
Em Portugal, o IMT assume um papel central na coordenação deste processo, trabalhando com as autoridades competentes e os agentes do setor para preparar a implementação do Portal Nacional eFTI. Esta ferramenta deverá permitir às empresas disponibilizar eletronicamente às autoridades a informação de transporte abrangida pelo regulamento, facilitando o acesso aos dados necessários durante as ações de controlo.
O teste-piloto agora divulgado representa, assim, uma etapa importante na passagem do enquadramento regulamentar para a sua aplicação prática, permitindo avaliar soluções tecnológicas e procedimentos antes da implementação mais alargada, explicou o IMT, através de uma publicação nas redes sociais.
A evolução representa mais do que a substituição de documentos em papel por informação digital. A possibilidade de partilhar dados de forma estruturada e interoperável contribuirá para cortar tarefas burocráticas, facilitar a comunicação e tornar os processos de transporte e fiscalização mais eficientes.
Para as empresas transitárias e os restantes operadores logísticos, esta transformação reforça a importância da digitalização dos processos e da capacidade de integração entre plataformas. A concretização dos benefícios dependerá, contudo, da interoperabilidade dos sistemas, da segurança da informação e da preparação dos diferentes intervenientes para a adoção dos novos procedimentos.
O IMT destacou esta iniciativa como parte do esforço de modernização do setor dos transportes em Portugal, em alinhamento com a evolução europeia. Nos termos do calendário indicado pelo Instituto, a partir de 9 de julho de 2027, as autoridades dos Estados-Membros deverão aceitar informação eletrónica de transporte abrangida pelo regulamento eFTI.