«A APAT tem de fazer chegar a sua voz aos decisores e de ser capaz de influenciar», salientou o presidente, Joaquim Pocinho.
Instado a comentar a performance do novo Executivo, Joaquim Pocinho, que lidera a direção da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), afirmou que qualquer avaliação será, sempre, precoce. «Ainda é cedo para avaliações», disse. O responsável da APAT vincou ainda, em
entrevista ao Jornal de Leiria, que associação deve «fazer chegar a sua voz aos decisores», lutando em defesa dos interesses da comunidade transitária e do país.
Investimento transversal para maior articulação e multimodalidade
«O Executivo está há pouco tempo em funções, pelo que ainda é cedo para avaliações. Conforme referimos, a agilidade das cadeias de abastecimento, o espírito colaborativo das autoridades públicas e a diminuição dos custos de contexto, são acções fundamentais, na nossa opinião», começou por dizer Joaquim Pocinho, ao ser questionado sobre as primeiras impressões relativamente ao trabalho do Executivo liderado por Luís Montenegro.
O presidente da APAT salientou que continuará a ser feita a apologia de uma «política de investimento público que maximize a utilidade das actuais infra-estruturas portuárias, a sua conexão com a ferrovia - e com mais ferrovia - e os portos secos, por forma a maximizar o hinterland dos nossos portos e a nossa capacidade multimodal». Bandeiras da APAT que, acredita a associação, conduzirão Portugal a novos patamares competitivos.
Aeroporto sim, mas com «hub logístico para cargas»
Sobre o tema do aeroporto, Joaquim Pocinho pede agilidade nas decisões e que a vertente logística não volte a cair no esquecimento: «Quanto ao aeroporto, levámos 50 anos a decidir a sua localização. Agora que está decidido, que se construa! E, acima de tudo, que se construa a pensar também num
hub logístico para as cargas aéreas. Foram anos e anos de estudos, pareceres, contestações e concursos, mas a economia não espera. É nosso entendimento que temos de continuar a encontrar soluções alternativas para colmatar estas indecisões e atrasos».
Apelando ao diálogo entre todas as partes envolvidas, Joaquim Pocinho lembrou que a APAT continuará a ser parte ativa na busca de soluções estruturais que fomentem a competitividade das empresas, dos negócios e da Economia como um todo. «É necessário que nos sentemos, dialoguemos e encontremos estas soluções conjuntamente. A APAT tem de fazer chegar a sua voz aos decisores e de ser capaz de influenciar».
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Fonte: Jornal de Leiria