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«O reconhecimento dos transitários é uma das nossas batalhas»

12 Nov
Para Joaquim Pocinho, presidente da direção da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), os grandes desafios do futuro não devem ser encarados pelo setor transitário como intransponíveis. A palavra 'impossível' não tem significado concreto para os Transitários, uma vez que estes «são das pessoas mais resilientes e com capacidade de adaptação às mudanças que conheço», vincou, em entrevista à Supply Chain Magazine.
 
«Os transitários não têm de ter medo dos desafios futuros», afirmou, contundentemente, o líder da APAT, que, em Abril de 2024, sucedeu a Paulo Paiva na presidência da associação. Habituadas a lidar com desafios inesperados de uma forma constante, as empresas transitárias «têm sabido modernizar-se», sempre acompanhando as novas tendências operacionais e estratégicas. «O conselho que deixo é: não tenhamos medo do futuro e dos desafios que aí vêm. O futuro é dos transitários, o futuro é da multimodalidade, o futuro é da carga», atirou Joaquim Pocinho.
 
Na perspetiva do presidente da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), as empresas transitárias, e, claro, os associados da APAT, devem «estar atentos às mudanças», apostar nas novas ferramentas tecnológicas e digitais, rumo a uma maior eficiência operacional, capaz de satisfazer os seus clientes. «Se assim for, daqui a 10 anos teremos um setor transitário com a importância que tem – ou mais -, e o reconhecimento devido, que não temos tido até agora», concluiu Joaquim Pocinho, em entrevista concedida ao jornalista Fábio Santos, da publicação Supply Chain Magazine.

Isto porque, salientou, a Logística é uma rede complexa de complementaridades e interdependências entre agentes económicos cuja materialização é dada como certa pela população. Mas não é bem assim. «É que, quando alguma coisa corre mal numa cadeia de abastecimento, isso é visível. Quando o iogurte chega à prateleira do supermercado sem nenhum incidente, o consumidor vê que aquilo é natural estar ali. Normalmente só se fala das operações logísticas quando elas correm mal, porque 99% das vezes correm muito bem e são muito eficientes. Toda a gente dá isto como natural e garantido», explicou.

Daí ser essencial dar o devido mérito à atividade transitária, um dos pilares do fenómeno logístico. «O reconhecimento dos transitários é também uma das nossas batalhas futuras para que, de facto, a economia e a sociedade em geral saibam da importância que nós temos no dia-a-dia da sociedade em geral», rematou o presidente da APAT. Leia a versão digital da entrevista a Joaquim Pocinho aqui.
 

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