«O mundo académico convive bem com o mundo empresarial e industrial e é nesta complementaridade que nos conseguimos ligar à Inovação, darmos alguns passos em frente», afirmou o professor do IPS durante o Port2Rail.
João Nabais, professor do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e uma das principais faces do projeto Port2Rail, coordenou, juntamente com Tiago Pinho, o crucial contributo do instituto para o sucesso da iniciativa formativa que decorreu nos dias 19, 20 e 21 de Maio. Juntamente com a APAT, a CLF, a Intermodal Portugal e a Escola Europea, o IPS materializou o curso oferecendo a sua perspetiva pedagógica e programática. Os formandos puderam, inclusivamente, testar o simulador Port Virtual Lab e 'experimentar' o papel do Transitário.
«O mundo académico convive bem com o mundo empresarial e industrial e é também nesta complementaridade que depois nos conseguimos ligar à Inovação, encararmos as coisas com outro perfil. darmos alguns passos em frente, e darmos respostas a alguns dos desafios que o Secretário de Estado colocou - nomeadamente, a capacidade. A capacidade pode não ser, necessariamente, por criar mais capacidade mas, talvez, por usarmos melhor os recursos que temos à disposição», declarou João Nabais, durante o arranque da jornada ferroviária.
Na sua intervenção inicial, o professor do IPS elencou os conteúdos programáticos do curso e abordou, ao detalhe, os desafios que os formandos do Port2Rail iriam encontrar durante a odisseia ferroviária que contou, ao longo de três dias, com visitas técnicas aos portos de Aveiro, Setúbal, Sines e Leixões. Entre os tópicos prioritários estiveram os portos secos e a sua função, as redes transeuropeias de transporte, a importância dos operadores intermodais e a «maturidade tecnológica elevada» de aplicações como os Digital Twins.
Os alunos do Port2Rail resolveram, já depois das visitas aos portos de Setúbal, Sines, Aveiro e Leixões, um exercício prático (com recurso ao Port Virtual Lab) que envolvia a operação de transporte de mercadorias (mais concretamente azeite) por via terrestre, tendo igualmente enfrentado o desafio que arquitetar uma operação logística internacional mais complexa, envolvendo diferentes meios de transporte, na qual tiveram de otimizar várias vertentes (custo, fator de sustentabilidade, intermodalidade).