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Mars Shot foi uma das grandes figuras da 4ª edição do evento
TechLogistics, que decorreu na sede de Microsoft Portugal, no Parque das Nações. O CEO da consultora portuguesa, Hugo de Sousa, explicou o raio de atuação da empresa, especializada em Inovação e Transformação Digital, e abordou a positiva disrupção que a Inteligência Artificial traz para o ecossistema empresarial. A APAT, recorde-se, foi uma das patrocinadoras do evento, organizado pela Devlop em sintonia com a Supply Chain Magazine.
IA a toda a velocidade: «Ficar parado não é opção»
«Façam esta introspeção, façam o vosso pipeline de apostas de IA ainda para 2026. É preciso arregaçar as mangas, começar a experimentar – é isso que a concorrência está a fazer. A tecnologia está disponível e existem, em Portugal, parceiros bastante capazes. Ficar parado não é opção», alertou Hugo de Sousa durante a sua intervenção, instando as empresas a analisar a sua orgância, e, em conformidade, estruturarem um pensamento de investimento em tecnologias de IA para elevar a competitividade e assgurar o futuro.
Essa evolução, vincou o CEO da Marsh Shot, apenas poderá consumar-se por via Formação e da capacitação de quadros profissionais: «Acima de tudo, muita formação. É fundamental formar os executivos, gestores de primeira linha, segunda linha e os operacionais» Para Hugo de Sousa, o novo paradigma estrutural deve passar por «fazer pilotos de forma muito rápida, prototipagem rápida», capazes de «criar valor, escalar e depois pensar no redesenho completo do processo, em 30 dias. No fundo, é começar a caminhada antes de correr a maratona. Aprender o mais rápido possível o obter resultados em semanas». Um roadmap para transformar desafios complexos em soluções ágeis e reais.
«IA é muito mais potente que a mera digitalização de processos»
Para o CEO da Mars Shot, cuja intervenção abriu o Techlogistics 2026, a Inteligência Artificial (IA) é uma ferramenta super potente que está muito para lá da tradicional digitalização de processos dentro de uma empresa: «IA para digitalização? Já não estamos nessa era. A IA é muito mais potente que a mera digitalização de processos. E é quando olhamos através desta lente que conseguimos, de facto, transformar a nossa organização e ter impacto no modelo de negócio, e, acima de tudo, fazer o chamado future proofing: preparar, blindar a minha organização para que continue relevante, trabalhando a par da velocidade da IA regenerativa», vincou.
«A IA não espera por ti. A pergunta, portanto, é não é tanto ‘o que é que a IA consegue fazer?’ – é sim olhar para dentro, olhar para o negócio», salientou Hugo de Sousa. A partir daí, é projetar formas de integrar a IA de forma a potenciar valências organizacionais e operacionais, e de colocar em comunicação os sistemas, agilizando decisões. Recorde-se que a Mars Shot anunciou, em Maio passado,
a criação de 3 áreas de negócio - e mais 20 trabalhadores - para dar resposta aos desafios da IA.