Hugo de Sousa foi um dos destaques da 4ª edição do evento
TechLogistics, que decorreu no dia 16 de Junho, na sede da Microsoft Portugal, em Lisboa. O fundador da empresa
Mars Shot foi o primeiro
keynote speaker do dia e abordou o tema 'A IA saiu do escritório. Agora vai para o terreno'. Durante a sua intervenção, alertou para a urgência de entender uma realidade incontornável: a próxima grande revolução da IA impactará fortemente o cerne das operações: desde o planeamento, do armazém, passando pelo transporte.
A IA e a nova revolução: do escritório para o terreno
«Durante muito tempo, a Inteligência Artificial foi vista como uma ferramenta para equipas digitais, áreas administrativas, marketing, tecnologia ou produtividade individual. Mas essa fase acabou», declarou, no rescaldo do evento, o fundador da Mars Shot, empresa cujo foco está na consultoria de nova geração com recurso a software baseado em IA. «A próxima grande transformação da IA vai acontecer nos negócios físicos: nos armazéns, nas frotas, no planeamento, nas operações, nas compras, na manutenção, no atendimento, na documentação, na previsão da procura e na tomada de decisão diária», alertou, falando diretamente para os agentes da Logística.
«A Logística e a Supply Chain são talvez dos sectores onde esta mudança será mais visível. Porque são sectores onde pequenos ganhos de antecipação, eficiência e coordenação podem ter impacto direto em custos, serviço, velocidade e vantagem competitiva», aprofundou Hugo de Sousa. A mensagem é clara: «o maior risco não é a IA substituir pessoas. O maior risco é empresas com IA substituírem empresas sem IA». O fundador da Mars Shot foi taxativo: «as organizações que continuarem a operar com decisões lentas, dados dispersos, processos reativos e conhecimento preso em poucas pessoas vão sentir cada vez mais pressão. Não porque lhes falte experiência. Mas porque a experiência, sozinha, já não chega quando o contexto muda mais depressa do que os processos conseguem acompanhar».
Hugo de Sousa, a contar a meteórica evolução da Mars Shot e analisar a fundo o processo mutacional de uma tecnologia que irá tomar conta de todas as áreas, lembrou que a «GenAI não deve ser vista apenas como mais uma ferramenta. Deve ser vista como uma nova
interface para o negócio: uma forma de conversar com dados, documentos, processos, sistemas e decisões». O fundador da consultora foi um dos primeiros oradores da 4ª edição do TechLogistics, evento organizado pela Devlop e Supply Chain Magazine -
a APAT associou-se novamente à iniciativa, sendo entidade patrocinadora, devido à importância elevada dos temas em análise.