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APAT destaca desafios logísticos da exportação de pedra no StonebyPortugal

14 Jul
A intervenção da vice-presidente da APAT, Ana Gonçalves, centrou a sua intervenção nos «desafios logísticos da exportação de pedra portuguesa num contexto geopolítico cada vez mais instável».
A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) marcou presença no evento StonebyPortugal Summit 2026 e deu contributo ativo para a reflexão sobre os desafios logísticos da exportação de pedra portuguesa. Ana Gonçalves, vice-presidente da associação que representa os transitários, tomou o púlpito para analisar a temática e projetar a perspetiva das empresas transitárias no contexto de exportação cada vez mais impactado pela instabilidade geopolítica, nomeadamente, o persistente conflito que assola a região do Irão.

Realizado nos dias 7 e 8 de Julho, em Matosinhos, o StonebyPortugal Summit - promovido pela ASSIMAGRA - procurou analisar as tendências de mercado, sustentabilidade e inovação no processamento e aplicação da pedra portuguesa, colocabndo forte enfoque na indústria mineira, por via da reflexão sobre novas tecnologias, regulamentação e o futuro do segmento da mineração, no qual Portugal tem-se destacado de forma progressiva. 'A Logística como Factor Crítico na Internacionalização' foi mote da intervenção de Ana Gonçalves.

O desafio da exportação em contexto de total incerteza geopolítica

A intervenção da vice-presidente da APAT centrou-se nos «desafios logísticos da exportação de pedra portuguesa num contexto geopolítico cada vez mais instável», com três temas em grande destaque: «as perturbações nos corredores marítimos e o seu impacto operacional; as lacunas frequentes nas apólices de seguro de mercadorias para destinos de risco; e a necessidade de gerir ativamente a cadeia logística como fator de competitividade», resumiu Ana Gonçalves, no rescaldo do evento. 

«O contexto geopolítico, no próprio dia da intervenção, mudou de forma muito significativa, o que ilustra a relevância do tema e a necessidade de planeamento das exportações e de preparação para as contingências», ressalvou a vice-presidente da APAT, sublinhando a total incerteza que pauta o enquadramento geopolítico e que vem-se mutando a cada dia que passa. Este cenário atual reforça a importância do Transitário como gestor da complexidade geopolítica, coordenando variáveis em constante transformação.

O Transitário enquanto parceiro essencial das empresas exportadoras

Num contexto marcado pela instabilidade geopolítica, pela volatilidade das cadeias de abastecimento e pela crescente complexidade do comércio internacional, o transitário assume-se como um parceiro essencial das empresas exportadoras, garantindo soluções logísticas eficientes, a gestão dos riscos, a otimização dos custos e a continuidade das operações. A capacidade de antecipar constrangimentos, diversificar rotas, assegurar uma adequada cobertura de seguros e coordenar toda a cadeia logística constitui, cada vez mais, um fator determinante para a competitividade e a internacionalização das empresas portuguesas.

 
 

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