A consultora internacional
Crédito y Caución, que se encontra em conversações com a APAT para uma potencial sinergia num futuro próximo, lançou um relatório no qual analisa os efeitos negativos que a guerra entre EUA e Irão vem provocando no setor dos Transportes e Logística, fortemente afetado, não só pela subida do preço dos combustíveis como também pela disrupção de rotas vitais para o Comércio Internacional, como o Estreito de Ormuz. O documento salienta que os «elevados preços» da Energia têm impactado «a confiança e o poder de compra».
Este contexto, muito alimentado por uma total incerteza sobre o desenrolar do conflito (a precária paz durou poucos dias e o cessar-fogo já foi obliterado), conduz a um «aperto monetário impulsionado pela inflação mantém os custos de financiamento elevados e pesa sobre o investimento. Isto traduz-se numa menor procura de transporte de mercadorias e passageiros este ano», cita a notícia do
Jornal Económico, que dá conta dos resultados deste relátorio. O Transporte Aéreo é o mais impactado, nos passageiros mas também na vertente de carga.
No continente europeu, espera-se uma estagnação ou até contração na produção, especialmente nas duas potências: Alemanha e França. Numa perspectiva global, explica a Crédito y Caución que é esperado que «as
exportações se mantenham estáveis devido ao efeito das tarifas dos EUA, à recente intensificação da concorrência das exportações chinesas e à contínua perda de quota de mercado nas exportações globais». O setor do Transporte e Logística vê a procura ser intensamente afetada, com o preço do combustível a estar no topo dos problemas.
A previsão, noticia o artigo do Jornal Económico, aponta no sentido de um aumento dos preços dos serviços de transporte nos diferentes segmentos. «As empresas de transporte e logística tentarão repercutir o aumento dos preços do petróleo tanto quanto possível, mas a sua capacidade para o fazer será limitada num ambiente macroeconómico geralmente pouco dinâmico» - algo para o qual a APAT alertou no arranque deste conflito. O bloqueio do estreito tem sido uma das maiores disrupções que o Comércio Internacional viveu nos últimos anos.
A APAT tem vindo a reunir com a Crédito y Caución durante as últimas semanas, preparando terreno para uma potencial sinergia, a ser implementada ainda no decorrer de 2026. «Existe um grande potencial a ser explorado para uma futura parceria. Temos vindo a desenvolvar importantes contactos e a calibrar o foco dessa mesma parceria, e em breve poderemos desvendar mais detalhes», declarou Bruno Falcão Cardoso, responsável pelo departamento de Marketing, Comunicação e Eventos da associação.
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