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«Sempre que há problema, o mercado chama os Transitários para resolver»

16 Mar
À TSF, o presidente executivo da APAT elogiou a resiliência dos Transitários e lembrou que têm sido estes a desempenhar um papel crucial em momentos de ruptura, conflito e incerteza.
Em entrevista à TSF, António Nabo Martins, presidente executivo da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), abordou vários temas da atualidade que afetam a Economia e a Logística. Desde a análise às consequências do conflito militar no Irão, passando pela introdução do SiMTeM, até à importância do Transitário na gestão de um mundo pautado por sucessivas disrupções, o representante enfatizou uma verdade que se repete constantemente: «Sempre que há um problema, o mercado lembra-se que existem transitários e chama-os para resolver».

O Transitário moderno: a resiliência à prova de disrupção 

Lembrando a catadupa de fenómenos que ocorreram desde 2019 e cujos efeitos disruptivos foram sentidos em todas as partes do globo, o presidente executivo da APAT elogiou a resiliência dos Transitários e lembrou que têm sido estes a desempenhar um papel - crucial - de facilitação e desembaraço do Comércio Internacional em momentos de ruptura, conflito e incerteza. «Apesar das disrupções, movimentamos um volume de negócios superior a 1,3 mil milhões, empregamos 6500 a 7 mil pessoas nas nossas 260 empresas, temos cada vez mais Mobilidade».

«Infelizmente, desde a pandemia começámos a estar habituados, porque estas disrupções nas cadeias logísticas foram acontecendo cada vez mais. Passaram a ser todos os dias, todas as semanas, todos os meses e tudo, quase sempre, acontece em circunstâncias estranhas. O que significa que estamos constantemente a estudar caminhos e rotas alternativas para impactar o mínimo possível a atividade, os nossos clientes e a população em geral. Esse é o nosso objetivo», explicou António Nabo Martins, no programa 'Negócios em Português'.

Aos microfones da TSF, António Nabo Martins reforçou que o Transitário tem sido peça fundamental na arquitetura do Comércio Global contemporâneo, salientando que, cada vez mais, o seu papel de mediador e arquiteto do transporte internacional alia-se à vertente da gestão do risco, do compliance e da capacidade preditiva para planear cenários disruptivos e jogar na antecipação, personalizando ao máximo as soluções prestadas a cada cliente, num mundo cada vez mais incerto e imprevisível. 

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