«A Agenda Nexus é um dos maiores projetos de inovação, investigação e desenvolvimento no contexto da Digital & Green Transition», explicou Tiago Pinho (IPS), na reta final do curso Port2Rail.
Continuamos o diário de bordo da jornada ferroviária
Port2Rail com a intervenção, já na reta final do curso, de Tiago Pinho, coordenador e professor do Instituto Politécnico de Setúbal (
IPS), uma das entidades mais visíveis do projeto formativo que se realizou nos dias 19, 20 e 21 de Maio. Nos últimos quilómetros de um percurso que ligou os portos de Setúbal, Sines, Aveiro e Leixões, Tiago Pinho explicou, aos formandos, a essência do projeto que viabilizou, em grande parte, o Port2Rail versão 2026: a Agenda
Nexus.
«A Agenda Nexus é um dos maiores projetos de inovação, investigação e desenvolvimento no contexto da Digital & Green Transition. O que foi inovador neste projeto é que juntámos várias áreas de Conhecimento: os desenvolvedores de software, os utilizadores finais (como, por exemplo, os donos das cargas, para quem esta temática é importante), as pessoas que integram os hubs logísticos, e as instituições de ensino superior. O grande desafio, foi, de facto, agregar todos estas entidades», começou por dizer o professor do IPS.
«Foi das poucas vezes em que conseguimos ver a academia, as empresas e os organismos estatais a tentar trabalhar, todos, para o mesmo lado, para o mesmo objetivo. Penso que é uma reflexão que deve ficar para o futuro: conseguirmos ter toda a gente a querer chegar a um ponto em que todos ganhamos. O IPS ganhou porque teve oportunidade de lidar com o dia-a-dia dos desafios empresariais, e, ao mesmo tempo, o nosso know-how de investigação acabou por ser transferido para os desenvolvedores e utilizadores: este foi um ponto fundamental», vincou.
«Estamos a falar de 111 milhões de euros, para um período de três anos e meio (vai terminar em Junho de 2026). Foi organizado e coordenado pelo Porto de Sines, em sintonia com as restantes entidades», acrescentou Tiago Pinho, recordando ainda que tudo nasceu «a partir de algo que penso ser do conhecimento de todos: a Janela Única Logística (JUL)», que sucedeu à Janela Única Portuária (JUP). A evolução desta crucial ferramenta permitiu, explicou, projetar o Nexus e agregar todos os players em torno da mesma meta.
«Identificámos aqui uma oportunidade que poderiamos agarrar, transportando tudo aquilo que diz respeito ao ecossistema marítimo-portuário para um outro nível. Este momento agregador que a JUL conseguiu trazer ao longo dos últimos anos acaba por ajudar a fazer nascer este conceito do Nexus, um projeto que tem 35 parceiros», salientou, enfatizando que «o grande desafio» foi precisamente esse: «colocar 35 entidades a remar para o mesmo lado», rumo a um só destino. «Nem sempre é fácil», rematou.