A Associação dos Transitários de Portugal (
APAT) não faltou à inauguração do porto seco de Salamanca - um evento importante que marca a entrada em operação de uma plataforma que poderá, dada a sua posição geográfica, ter uma utilidade estratégica crucial para a Intermodalidade ibérica e para a ligação logística entre Portugal e Espanha. António Nabo Martins, presidente executivo da APAT, marcou presença no evento e aproveitou a ocasião para intensificar laços entre os
stakeholders espanhóis e os transitários portugueses.
Esta será, definitivamente, uma plataforma estratégica para a conectividade entre os dois países e para o fomento de um fluxo logístico mais intermodal, complementar e eficiente, capaz de captar tráfegos novos e agilizar as rotas já existentes no noroeste da península. Possui 800 m2 e encontra-se apetrechada para operar com comboios de até 750 metros, reforçando assim «o papel de Castela e Leão como nó estratégico nos fluxos logísticos para Portugal, os portos atlânticos e o resto da Europa», como ressalvou a
AET, com a qual a APAT detém estreita ligação.
Infraestrutura intermodal para alavancar o transporte de mercadorias
A inauguração reuniu representantes institucionais e do setor, entre eles Juan Manuel Martínez Mourín (que, recorde-se, esteve presente no 20º Congresso da APAT) que ocupa o cargo de presidente da Associação Espanhola de Transportes (AET), sublinhando a importância desta nova infraestrutura para a competitividade do transporte e das cadeias de abastecimento. A APAT aceitou o gentil convite para a cerimónia de inauguração, reforçando o seu compromisso com o pressing para uma maior aposta estrutural na Intermodalidade.
O porto seco será o foco vital para o tráfego de cargas entre os portos lusos, espanhóis e o corredores europeus, sendo projetado para dar um novo trunfo para as empresas que precisam de dinamismo logístico para exportar, importar e escoar produtos. Dados iniciais estimam que poderá movimentar cerca de 700 000 toneladas de mercadorias por ano, evidenciando «o seu potencial como motor de atividade para o setor logístico, o transporte ferroviário de mercadorias e o transporte rodoviário ligado à última milha e às operações intermodais», vinca a AET.
Porto seco de Salamanca: nó logístico com projeção ibérica e europeia
Castela e Leão passa a ter um novo ponto de apoio para a logística ibérica, reforçando a posição de território de passagem e consolidação de cargas entre o interior e os portos atlânticos. Portugal poderá beneficiar deste incremento, sendo para tal necessário um esforço sintonizado com vista à prioridade da Intermodalidade: no fundo, será crucial uma abordagem estratégica concertada entre os dois países.