A vice-presidente da APAT realçou o paradoxo criado pela mais-valia do transitário enquanto planeador, e ao mesmo tempo, o facto de este ser solicitado cada vez mais em «contexto de urgência».
O evento Cargo Freight Summit ocorreu nos dias 4 e 5 de Março e contou com a presença e contributo ativo da Associação dos Transitários de Portugal (APAT) - no Grande Hotel de Luso, que serviu de palco para a iniciativa da Supply Chain Magazine, Ana Gonçalves, vice-presidente da associação, integrou o painel 'Exportação 360º - Inovação, Colaboração e Estratégias para a Competitividade Global', tendo analisado a importância de entidades como a APAT na representatividade dos setores de atividade e refletido sobre o «paradoxo» planeamento vs urgência.
Ao fazer o balanço da sua intervenção na mesa-redonda, que ocorreu logo no primeiro dia do evento, Ana Gonçalves enfatizou «o papel das associações na representatividade e influência dos setores», dando o seu contributo «para que as necessidades das empresas sejam consideradas nas políticas públicas e nas prioridades de desenvolvimento». A vice-presidente analisou ainda «os principais gaps entre a expetativa e a realidade na atividade transitária, nomeadamente no que respeita à infraestrutura, à infoestrutura e ao planeamento».
Realça Ana Gonçalves a existência de «um certo paradoxo: o valor acrescentado dos transitários reside na capacidade de antecipar cenários, planear e encontrar alternativas, mas as solicitações do mercado continuam, muitas vezes, a surgir em contexto de urgência». O tópico não poderia ser mais atual e pertinente, uma vez que o mundo volta a estar perante uma disrupção global (a guerra entre EUA e Irão) que, certamente, implicará abordagens de emergência e necessidades just in time a que os transitários terão de dar resposta.