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Com rotas estratégicas sob pressão, «ativos físicos voltam a fazer a diferença»

27 Ago
«Para Portugal, com a sua posição atlântica, aplica-se a portos, navios, à reparação naval, combustíveis, ligações ferroviárias e rodoviárias, sistemas digitais e a toda a cadeia logística», vincou o Ministro das Infraestruturas.
Através de uma mensagem pública deixada nas redes sociais, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação abordou o conflito entre EUA e Irão para analisar o impacto que os recursos, as infraestruturas e as vantagens geográficas têm em cenários de imprevisibilidade e disrupção, para os quais urgem alternativas. Miguel Pinto Luz usou, como exemplo, a «crise no Estreito de Ormuz»: «quando uma rota estratégica fica sob pressão, a posse e o controlo dos ativos físicos voltam a fazer a diferença», salientou o governante.

«A crise no Estreito de Ormuz está a mostrar isso de forma muito concreta», explicou o governante. Contratos de transporte e cadeias logísticas eficientes em condições normais podem não ser suficientes quando uma rota estratégica entra em situação de risco», frisou, usando depois o caso da companhia global ADNOC Logistics & Services, que, lembrou Miguel Pinto Luz, «anunciou a aquisição de 11 navios – cinco grandes transportadores de gás e seis grandes petroleiros – num investimento de 1,3 mil milhões de dólares». 
 
O ministro vincou ser importante, longe de ter de «possuir todos os ativos estratégicos», que o Estado saiba «quem os controla, onde estão as dependências críticas e se existe capacidade efetivamente disponível quando o mercado deixa de funcionar como habitualmente». Para o ministro, «esta é uma discussão de soberania económica. Para Portugal, com a sua posição atlântica, aplica-se aos portos, aos navios, à reparação e manutenção naval, aos combustíveis, às ligações ferroviárias e rodoviárias, aos sistemas digitais e a toda a cadeia logística», disse.

«Infraestruturas estratégicas não são apenas betão, aço ou tecnologia. São capacidade. E soberania económica também é ter capacidade para manter o país a funcionar quando as condições mudam», rematou o Ministro das Infraestruturas.

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